Requalificação CH Ponte de Anta – Pintura e Colocação de Relva

A fase de pintura e de colocação do tapete de relva sintética foi uma etapa crucial na transformação do Campo de Futebol do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta em Galeria de Arte Pública. O desenvolvimento desta etapa envolveu a projetação e colocação de todas as tintas acrílicas e do grafitti com a logotipagem, com as cores e com a memória descritiva definida pelos moradores de forma coletiva. O esforço central foi o de enquadrar o trabalho dos nossos artistas em 3 questões fundamentais: “como mantemos a obra de arte coerente com o micro-planeamento urbano?”, “o que nos identifica como comunidade?” e “que mensagens fundamentais queremos ver no equipamento?”. A seguir a toda a pintura, foi altura de orientar o trabalho de colocação de relva, com as medidas regulamentares para a ativação futura do equipamento requalificado.

Tivemos que tomar decisões, algumas extremamente difíceis, e que puseram à prova toda a nossa capacidade artística e humana ao longo deste processo. Gerir uma intervenção desta envergadura, para resultar na transformação de um equipamento degradado e vandalizado em galeria de arte pública, com cerca de 350 metros quadrados, em 30 dias? Levou-nos ao limite do nosso conhecimento e do nosso empenho. Não fosse a experiência na gestão e desenvolvimento operacional da metodologia de participação coletiva que criamos e teria sido verdadeiramente impossível. Foram essas ferramentas que nos permitiram identificar as problemáticas que iríamos atacar, que permitiram a definição de objetivos específicos, da missão, visão e valores do projeto, a criação de plataformas de comunicação horizontal, de um núcleo alargado de ação e planeamento central, de um plano de operações e de organização interna, ou seja, permitiu a criação de um framework global cujo resultado está à vista.

Este projeto envolveu todo um processo muito profundo, desde a ativação da comunidade, à requalificação e limpeza do equipamento, à pintura de primário, à ativação da rede social local e, finalmente, à galeria de arte. Não posso deixar de destacar aqui destacar o papel e a mestria de todos os elementos da equipa do Projeto Trinsheira, que se superaram e foram o verdadeiro motor da gestão de projeto. Isto é algo que muito me orgulha, a nossa missão, fruto desta longa caminhada e da paixão por intervir em contextos tradicionalmente associados a fenómenos de exclusão social. Porque sem missão… não há Homens!

Este projeto envolveu fases muito duras de planeamento e realização artística, mas que não foram em vão – são duras as metamorfoses da vida, mas não passam de maneiras de fazer a borboleta nascer. Sei que às vezes as luzes se apagam e tudo parece mais dificil, mas continuamos a encarar a luta de frente, com a mesma cara de sempre. Sinto-me grato por toda esta aventura, por me trazerem uma nova visão de como me devo dar e querer mais de todos os que me rodeiam. De como devo deixar as coisas amadurecer sem saltar nenhuma etapa, sem forçar nada nem ninguém.

Desta minha pequena lição sobre esta grande viagem, veio também a convicção firme de que nenhum trabalho de qualidade pode ser feito sem concentração, sem esforço ou sem dúvidas. Mas, acima de tudo e qualquer coisa, sem sacrifício. Olhando para trás vejo que sonhar foi, afinal de contas, uma forma de planear. Os sonhos são as respostas de hoje às perguntas de amanhã. Porque só há uma coisa na qual nunca se deve tocar – na inocência de certos sonhos. É que o milagre de existirmos… não se repete!

Requalificação CH Ponte de Anta – Ativação da RSL

Com as instituições da Rede Social Local do Município de Espinho e com as organizações que trabalham no terreno da comunidade do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta, dinamizamos um core group de trabalho que permitisse a criação de redes integradas no desenvolvimento de projetos colaborativos e sustentáveis. Daqui, também, que os artistas e formadores que constituem a equipa de trabalho pedagógico do Projeto Trinsheira possuam extensos currículos académicos, artísticos e de intervenção social pelas artes, percebendo e decifrando a linguagem dos participantes diretos e da Rede Social Local.

Este projeto, além do objetivo primário de implementação de uma oficina de requalificação e arte urbana na comunidade para a transformação do seu campo de futebol em Galeria de Arte Pública, teve como objetivo secundário a ativação da rede social local para a criação de projetos assentes em metodologias colaborativas, participativas e sustentáveis. A replicação deste tipo de metodologia tendo em vista a produção de resultados e impacto semelhantes depende muito desta capacidade de ativação, para que todo o processo possa ser validado por mecanismos de avaliação independente.

Fomentar culturas de co-working e a criação de espaços que utilizem uma metodologia de participação coletiva, facilita a criação de equipas multidisciplinares na abordagem conceptual e na operacionalização de soluções coletivas e integradas, com foco no estar aberto e disponível para os outros, pilares da liderança servidora. Desde a presença no Concelho Local de Ação Social ao open call feito à Rede Social Local, procurei trazer o meu conhecimento e a minha experiência na gestão de projetos de práticas artísticas para a inclusão social, dando respostas às perguntas essencias “que problema quero ver resolvido?” e “como garanto a sustentabilidade da solução?”.

A ativação de todas estas organizações é um aspeto fundamental na criação de futuras externalidades positivas que possam ter origem nesta iniciativa. Este projeto trás, também e a montante, dinâmicas de ativação dos parceiros sociais locais, capacitando-os com ferramentas de gestão de projetos de práticas artísticas que visam a coesão e a inclusão social, com foco em intervenções urbanas e na requalificação criativa de espaços de domínio público ou de uso comum. Atribuir ferramentas pedagógicas inovadoras às equipas que trabalham diretamente com os destinatários deste projeto, recorrendo à educação não formal, é fundamental no sentido de capacitar as instituições da comunidade que desenvolvam trabalho com públicos semelhantes para o trabalho complementar e interligado, tanto na criação e gestão de projetos, como na disseminação de metodologias participativas, colaborativas e sustentáveis. No dia do evento de inauguração do evento, estão já garantidas as presenças de 8 organizações diferentes (com dinâmicas, mostras, oficinas e atividades informativas) pelo que sinto termos já criado uma base forte e sustentável para o futuro.

Requalificação CH Ponte de Anta – Pintura de Primário

A fase de pintura de primário do projeto de requalificação do campo de futebol do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta foi o primeiro contato que os nossos jovens tiveram com a tinta. Toda esta fase de pintura foi direcionada no sentido de construir e melhorar capacidades pessoais, sociais e cognitivas num contexto de treino e transmissão de competências artísticas. O Team Building que realizamos com a comunidade focou na transmissão de instrumentos e capacidades que permitam desenvolver, construir ou reparar os laços de confiança e de proximidade entre os diferentes moradores. Para isso, através de ferramentas de corresponsabilização e de participação no processo de decisão, direcção e de realização artística, envolvemos toda a gente na superação do desafio proposto. O objetivo final é o de perpetuar este momento com a realização de uma obra de arte que reflete o resultado individual e o colectivo, criando uma memória de longa duração.

Como fundador e gestor do Projeto Trinsheira, preocupo-me em estimular toda a nossa equipa para a criação de espaços de aprendizagem leves e divertidos, mas ao mesmo tempo profundos. O nosso compromisso é o de desenhar programas de oferta formativa que nos permitam estar na vanguarda dos desafios inovadores a apresentar às comunidades e organizações que trabalham connosco, com conteúdos artísticos personalizados, dinâmicos e à frente das expectativas estabelecidas. Em todo o processo, temos a preocupação de criar modelos de experimentação artística que sigam um formato essencialmente prático, simples, eficaz e fácil de “digerir”. Acima de tudo, procuramos criar e disseminar metodologias de educação não formal que respondam às perguntas “O que quero aprender?” e “como colocarei o que quero aprender ao serviço da minha comunidade?”.

Em cada projeto, trabalhamos sempre dois tipos de problemáticas, a aparente e a não-aparente, no sentido de criarmos dois legados, o material e o imaterial. O resultado mais óbvio é o que está relacionado com a pintura propriamente dita, que “fica” nos lugares, conferindo-lhes mais vida, alterando a maneira como as pessoas se relacionam com o espaço em que estão inseridas, como se relacionam entre si e os comportamentos que praticam ou associam aos espaços intervencionados. O legado imaterial está ligado às novas amizades que se criam no momento das intervenções, à troca de experiências e de aprendizagens. No fundo, é um legado que está diretamente ligado às formas de pensar e agir em conjunto e sinto que as nossas comunidades precisam muito deste tipo de dinâmica, deste tipo de atitude de participação coletiva na abordagem de soluções que se querem comuns.

Talvez a grande tarefa deste projeto de requalificação seja mesmo a de nos tornarmos, de novo, crianças e adolescentes – virmos a ser, por um esforço de vontade, aquilo que eles são pela idade. Porque eles sabem dizer os seus defeitos e as suas qualidades com uma clareza notável. Porque ainda não aprenderam muito bem a ocultar, nem a torcer ou a disfarçar. Porque há ali, agora e sempre, vidas abertas a aprender, a ser mais, a ser melhor. É isso que procuro hoje em dia, do fundo do meu coração, desde o momento em que me levanto até ao momento em que me deito, todos os dias. Preocupa-me o ser digno do talento, da esperança e da confiança que depositam em mim, apenas isso. Acho que é nisto que estou diferente. Ao pensar assim em mim, como tenho andado a pensar, já não vivo para mim. Quem quero ser como líder do Projeto Trinsheira? Muito simples. Alguém “humanamente relevante” na existência desses tantos e tantas cujas caras e nomes ainda desconhecemos… mas que sabemos que nos surgirão no caminho!

Requalificação CH Ponte de Anta – Limpeza e Preparação

No Projeto Trinsheira acreditamos nas pequenas mudanças e no potencial de cada um para transformar o meio em que estamos inseridos. Daí que a fase de limpeza e preparação operacional de cada galeria de arte pública seja extremamente importante já que é, muito simbolicamente, o primeiro momento de transformação do espaço que estamos a intervencionar. 27 anos de utilização sem qualquer iniciativa de requalificação ou manutenção deixaram as suas marcas bem visíveis no campo de futebol do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta. Durante uma semana completa, foram retirados mais de 500 kg de lixo, resíduos e afins. O espírito, esse, esteve sempre em alta!

A metodologia que desenvolvi com base na liderança servidora procura criar mudanças no quotidiano de domínio público, o que nunca é fácil. Desenvolver conhecimento e método de intervenção que seja replicável é sempre a meta que está como pano de fundo na gestão que faço destes projetos. Toda a equipa sabe que temos que respeitar a velocidade e a profundidade de todos como um grupo e de cada um, se queremos trabalhar a criação de vínculos afetivos entre as pessoas para que, com base na participação coletiva, possamos construir relações de identidade e de vizinhança. Esta mudança implica mexer em comportamentos profundamente enraizados na memória coletiva. A cada transformação a que assisto, mais profundamente compreendo que as nossas cidades precisam muito desta atenção já que estão, em grande parte, a ser abandonadas pelas políticas públicas de intervenção e requalificação urbana mas, também e acima de tudo, por nós cidadãos. As nossas ruas, avenidas, bairros e vizinhanças precisam ser vivas, agradáveis, pensadas para pessoas e os seus espaços públicos devem ser suficientemente atraentes para tirarem as pessoas de casa. Para que, ao sairmos de casa, possamos utilizar os lugares, as paisagens e os equipamentos que a cidade oferece. Devemos, sim e cada vez mais, cuidar dos espaços públicos porque são a extensão de nossa casa.

De todo este projeto têm-me surgido novas convicções e o reforço de algumas já antigas, mas cada vez mais firmes. A primeira e mais visível é a de que este é mesmo um processo de “dentro para fora”. Não vão ser criadas “receitas”. Serão criados modelos de desenvolvimento sustentado e é nisto que temos que trabalhar seriamente: trazermos a esta iniciativa aquilo que fazemos, aquilo que somos, por forma a alinharmos o nosso pensamento com as nossas ações. Como “facilitadores da experiência”, eu a minha equipa seremos sempre muito mais do que “aplicadores do método”. Vamos, também, crescer muito com todos os jovens com quem nos cruzamos neste processo. É preciso ter uma consciência muito clara disto mesmo – este é um processo. As pessoas trazem “coisas” na sua bagagem, outras “coisas” acontecerão tão somente pelo contato direto e pela partilha de um caminho tão profundo. Depois, a importância de ser um processo despoletado no contexto de uma relação e essa será a sua essência – ajudarmos os nossos jovens formandos a serem mais livres, mais capazes… e mais autónomos!

Requalificação CH Ponte de Anta – Ativação da Comunidade

Foi com muito orgulho e com um enorme sentido de responsabilidade que encarei o desafio liderar a equipa do Projeto Trinsheira no projeto de requalificação do campo de futebol do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta. A fase de ativação da comunidade para este projeto teve como principal objetivo alinhar as ações das equipas de trabalho compostas pelos moradores, nomeadamente as formas de pensar e de agir no trabalho em conjunto. É aqui que o conceito e a atitude de liderança servidora desempenham um papel fundamental, porque é aqui que se começam a despertar o interesse e o prazer de “fazer com as próprias mãos”. Com isso em mente, o primeiro desafio e talvez o mais decisivo, foi o de criar uma dinâmica de conjunto que permitisse aproximar a missão pessoal de cada um à missão do projeto, com foco nas alianças, no estar aberto e disponível para os outros.

Quando trabalhamos para desenvolver estímulos positivos no quotidiano de domínio público no sentido de criar laços mais fortes entre as pessoas e os lugares onde vivem e trabalham, temos que começar por ativar a comunidade para a transformação. A nossa missão no Projeto Trinsheira é a de despertar a vontade de “fazer com as próprias mãos” e, com base na participação coletiva, construir relacões de identidade através da criação de memórias de longa duração. Num contexto de transmissão de competências sociais e artísticas, com base em mecânicas de educação não-formal, temos a visão de trabalhar a liderança servidora e o desenvolvimento de talentos com os jovens que serão os protagonistas da intervenção.

Nesta fase de ativação da comunidade, foram introduzidas ferramentas que permitiram decifrar de uma forma mais profunda a arte urbana, a gestão do projeto e a direção artística. A metodologia participativa que desenvolvi e que é centrada na liderança servidora e no legado de Nelson Mandela, envolve todo o grupo na mudança que é preciso atingir, no problema que queremos ver resolvido e na direção artística da obra de arte, desde esta fase inicial.

As características do ensino formal português e as características do tecido social que compõe as comunidades onde sempre me senti mais motivado para trabalhar, fazem com que a primeira reação a este tipo de intervenção seja, normalmente, a surpresa – em Portugal as pessoas não estão habituadas a que lhes “passem a bola”, pura e simplesmente. O Bairro da Ponte de Anta não foi excepção. Apesar na natural resistência inicial, sinto que todo este processo foi algo que aceitaram como muito natural e necessário mas, mais do que isso, foi um sítio onde puderam descobrir espaço para o desenvolvimento pessoal, para o desenvolvimento da sua comunidade e das suas relações de vizinhança. Sinto que fomos muito bem recebidos e que as ferramentas de gestão de projeto que trouxemos para esta comunidade provocaram curiosidade mas, mais do que isso, conseguiram abrir uma página em branco na memória coletiva.

Costumo dizer que não sou, nem ninguém se deveria sentir, responsável pela transformação do que quer que seja. Sou apenas responsável por tentar criar um espaço e um desafio concreto onde isso seja possível e credível. Aqui, nesta comunidade em que cresci e onde me fiz homem, senti sempre que há muito potencial não realizado. Gente simples, que valoriza as coisas simples da vida. Gente que nos trás de volta aquilo que somos e que mostram uma capacidade e um espirito de grupo que me surpreende sempre. Mas é essa a história de Portugal, não é? A história de pessoas comuns… a fazerem coisas extraordinárias.

Projeto Trinsheira – Assinatura de Protocolo com CME

Como Presidente da Direção do Projeto Trinsheira, foi com uma enorme sensação de satisfação que assinei o protocolo de colaboração com a Câmara Municipal de Espinho. Este protocolo de colaboração, assinado nos Paços do Concelho, prevê a utilização da Loja n.º 3 do Bloco 3 do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta e do Campo de Futebol do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta com vista à criação de uma Galeria de Arte Pública. A cedência deste espaço pela autarquia vai permitir que o Projeto Trinsheira desenvolva, no território do Complexo Habitacional da Ponte de Anta, a comunidade onde foi fundado em 2001, a sua atividade estatutária, implementando projetos e iniciativas com destaque para a criação de uma Galeria de Arte Pública, para a implementação de oficinas criativas de requalificação urbana e de formação na comunidade do Bairro, através da participação coletiva da população residente.

Acreditamos no sucesso desta nova etapa e no potencial que existe para a inovação e para o empreendorismo no seio da comunidade em que nos vamos inserir. Da parte do Projeto Trinsheira, depois dos resultados alcançados em experiências semelhantes aplicadas no Complexo Habitacional da Quinta em Paramos, na cidade do Porto e em Matosinhos, onde foi conseguido o envolvimento da comunidade local e a criação de um sentimento de identidade e pertença proporcionado pela participação ativa dos seus habitantes, estamos super motivados para esta nova etapa de transformação.

Como fundador e gestor do Projeto Trinsheira, tem sido um orgulho e uma responsabilidade enorme liderar esta jovem equipa cheia de sonhos, de empenho, de conhecimento e de vontade de transformar. Toda esta aventura tem sido recheada de muitas batalhas mas, acima de tudo, de pessoas que me marcaram para sempre. Agora, que nos preparamos para consolidar os últimos 16 anos da nossa vida, não podia deixar de afirmar aqui o meu profundo obrigado e o meu reconhecimento a todas e a todos. Palavras não chegam para nomear todas as caras e nomes que deixaram um pouco de si nesta casa e a única coisa que posso garantir é a mesma garra e mesma atitude de sempre, a mesma mentalidade de crescimento e de liderança nas boas práticas de requalificação urbana, de participação coletiva e de disseminação de metodologias colaborativas e sustentáveis. A finalizar, uma palavra também ao Município de Espinho e aos seus decisores, pela visão, pela confiança na nossa capacidade e por terem aceite partilhar este novo desafio que tanto nos orgulha. Ao longo dos próximos tempos, comunicarei o andamento do projeto de requalificação do campo de futebol do Bairro da Ponte de Anta, a maior obra de requalificação urbana coletiva com base no graffiti responsável e na educação ambiental alguma vez tentada nesta nossa muy nobre e vareira cidade.