Requalificação CH Ponte de Anta – Ativação da RSL

Com as instituições da Rede Social Local do Município de Espinho e com as organizações que trabalham no terreno da comunidade do Conjunto Habitacional da Ponte de Anta, dinamizamos um core group de trabalho que permitisse a criação de redes integradas no desenvolvimento de projetos colaborativos e sustentáveis. Daqui, também, que os artistas e formadores que constituem a equipa de trabalho pedagógico do Projeto Trinsheira possuam extensos currículos académicos, artísticos e de intervenção social pelas artes, percebendo e decifrando a linguagem dos participantes diretos e da Rede Social Local.

Este projeto, além do objetivo primário de implementação de uma oficina de requalificação e arte urbana na comunidade para a transformação do seu campo de futebol em Galeria de Arte Pública, teve como objetivo secundário a ativação da rede social local para a criação de projetos assentes em metodologias colaborativas, participativas e sustentáveis. A replicação deste tipo de metodologia tendo em vista a produção de resultados e impacto semelhantes depende muito desta capacidade de ativação, para que todo o processo possa ser validado por mecanismos de avaliação independente.

Fomentar culturas de co-working e a criação de espaços que utilizem uma metodologia de participação coletiva, facilita a criação de equipas multidisciplinares na abordagem conceptual e na operacionalização de soluções coletivas e integradas, com foco no estar aberto e disponível para os outros, pilares da liderança servidora. Desde a presença no Concelho Local de Ação Social ao open call feito à Rede Social Local, procurei trazer o meu conhecimento e a minha experiência na gestão de projetos de práticas artísticas para a inclusão social, dando respostas às perguntas essencias “que problema quero ver resolvido?” e “como garanto a sustentabilidade da solução?”.

A ativação de todas estas organizações é um aspeto fundamental na criação de futuras externalidades positivas que possam ter origem nesta iniciativa. Este projeto trás, também e a montante, dinâmicas de ativação dos parceiros sociais locais, capacitando-os com ferramentas de gestão de projetos de práticas artísticas que visam a coesão e a inclusão social, com foco em intervenções urbanas e na requalificação criativa de espaços de domínio público ou de uso comum. Atribuir ferramentas pedagógicas inovadoras às equipas que trabalham diretamente com os destinatários deste projeto, recorrendo à educação não formal, é fundamental no sentido de capacitar as instituições da comunidade que desenvolvam trabalho com públicos semelhantes para o trabalho complementar e interligado, tanto na criação e gestão de projetos, como na disseminação de metodologias participativas, colaborativas e sustentáveis. No dia do evento de inauguração do evento, estão já garantidas as presenças de 8 organizações diferentes (com dinâmicas, mostras, oficinas e atividades informativas) pelo que sinto termos já criado uma base forte e sustentável para o futuro.

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