Projeto “O Nosso Mapa” – Preparação Logística

A componente de preparação logística do projeto “O Nosso Mapa”, em colaboração com a Junta de Freguesia de Anta e Guetim e em conjunto com os artistas convidados para o dia do evento, teve como principal objetivo acertar todas as questões operacionais para a realização da iniciativa na comunidade do Bairro da Ponte de Anta. Nesta etapa, foi fundamental conseguir ligar todo o trabalho de ativação da comunidade e de experimentação artística com o micro-planeamento urbano definido, bem como preparar e organizar as performances artísticas que acompanhariam a pintura do mural e da sinalética de identificação do Bairro da Ponte de Anta, ao mesmo tempo que desenhei a estratégia de comunicação do evento.

Com a Junta de Freguesia de Anta e Guetim, foram trabalhados todos os aspetos de micro-planeamento urbano que resultaram na colocação do suporte físico onde se trabalharia no mural de graffiti, bem como na sinalética de identificação da comunidade do Bairro da Ponte de Anta. Nesta fase, foi fundamental o papel próximo e facilitador que assumiu todo o executivo, bem como a atenção que tiveram a todas as recomendações e requisitos técnicos que fui indicando e que fizeram parte do plano de gestão de projeto entregue assim que soube do resultado da votação pública que permitiu a realização da iniciativa. Com a CerciEspinho, entidade parceira no projeto, foi trabalhada toda a logística que asseguraria os aspetos técnicos fundamentais à realização dos concertos e à criação de uma área fechada junto ao mural. Como sempre, pude contar com a toda a disponibilidade e empenho da sua equipa técnica e direção, verdadeiramente incansáveis e 100% disponíveis, assumindo até trabalho e algumas responsabilidades que não estavam definidas à partida para a iniciativa.

Com a plataforma já colocada à entrada da comunidade do Bairro da Ponte de Anta, foi altura de pintar as bases da pintura e de realizar as últimas sessões de experimentação artística com os moradores. Foram, também, ultimados todos os pormenores relativos ao trabalho de corte e realização da sinalética, bem como todo trabalho de proximidade com os fornecedores que escolhemos e que resultou na compra dos materiais artísticos necessários à realização da intervenção. Foi também altura de agruparmos os participantes diretos do projeto “O Nosso Mapa” em equipas que teriam responsabilidades diretas na organização e coordenação do evento, atribuindo ferramentas que lhes permitiriam assumir uma atitude de anfitriões, abordando os espectadores, explicando o projeto, convidando a participar.

Com os artistas, além de um primeiro contacto com os participantes diretos do projeto e com a comunidade do Bairro da Ponte de Anta, foquei as reuniões que tivemos na criação de um grupo de trabalho que permitisse desenhar o evento a realizar no dia da pintura do mural e da sinalética de identificação da comunidade. Apesar de contar com mais de uma década de experiência na realização de eventos relacionados com a arte, posso seguramente afirmar que raras vezes tive a oportunidade de trabalhar com um grupo tão coeso, tão participativo e tão presente na forma de fazer aquilo que eu gosto de chamar de “transformação desinteressada”. Escrevo-o porque não houve qualquer tipo de chachet envolvido nas atuações e demonstrações a realizar ao vivo e porque, com outro grupo qualquer de pessoas, teria sido praticamente impossível ultrapassar todos os constrangimentos relativos ao acerto de agendas e da disponibilidade de um conjunto tão alargado de artistas.

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